A Família da Abertura reconhece os pontos de passagem existentes na Realidade. Sua sensibilidade dirige-se aos limiares: lugares, momentos, relações e circunstâncias em que algo pode começar, entrar, avançar ou ser libertado.
O Elementar percebe onde existe uma possibilidade concreta, o que impede o movimento, quais condições ainda precisam ser criadas, quando uma passagem pode ser aberta, o que deve permanecer protegido e quem possui legitimidade para atravessar.
A Abertura não inventa caminhos inexistentes. Ela identifica a correspondência entre uma possibilidade e as condições reais necessárias para sua manifestação; quando essa correspondência existe, exerce acesso e produz início, entrada, passagem, desbloqueio, circulação, transição e possibilidade de ação.
Uma passagem sem limite torna-se invasão. Um acesso sem responsabilidade torna-se exposição. Uma oportunidade sem preparação torna-se risco. Por isso, a família trabalha tanto com o ato de abrir quanto com o discernimento de manter fechado.